quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Dia 15 de agosto. Um dia bom. Bom por causa dele.
No início do ano o texto de hoje seria pra uma outra pessoa, mas tudo mudou nos últimos quatro meses.
Hoje o post (como tem se tornado normal) é pra ele. Pra aquele loiro dos olhos azuis e dentes "transparentes" que tem arrancado de mim um sorriso a cada mensagem, ligação, abraços e beijos. Aquele sorriso em que eu parei pra pensar que ele sempre conseguiu arrancar de mim, mas com uma coisa diferente no coração.

Sinto saudades. Deus sempre me enviando coisas lindas distantes. Dessa vez com um pacote aéreo.
Só queria deixar registrado aqui o meu completo estado de bananisse.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

F5

Ja até desaprendi como é que se escreve... kkk Acho que os últimos registros que constam aqui não tem nada a ver com a minha vida atualmente, resolvi dar uma atualizada.

Estou na Receita, são 13h33 agora (acho que assim que começo os textos ne? kkkk) Começando também com um belo “quem diria”...

Há três meses quando nos encontramos naquela festa no Ipaminas - cada um encantado com o outro por tamanha mudança -, eu jamais imaginaria que você voltaria umas semanas depois me fazendo uma surpresa lá em casa e que voltaria mais uns dias pra frente pra fazer com que eu tivesse as melhores férias que eu pudesse ter. Eu fico lembrando de um monte de coisa, da sua companhia no meu aniversário, do seu ciúmes (você fica ainda mais lindo com ciúmes), do show do Rappa, que por sinal foi o melhor show da minha vida; da bebedeira; da larica; do dia em que fomos beber e comer japa (em que você conseguiu fazer com que eu comesse); da sua proposta; do “quem diria”; das pessoas surpresas vendo nós dois juntos; das várias perguntas que recebemos de nossas mães; do show no Paraíso e da hora em que fui conhecer sua família; da brincadeira e correria na sua casa e na troca de apartamentos; da bagunça que você fez no guarda-roupa do seu irmão; do barro que deixamos no seu quarto; do frio; do calor; do cheiro; desses olhos azuis; do seu jeito gostoso de dançar comigo; de quando encostava o nariz no meu, olhava pro meu sorriso e dizia o quanto estava feliz; dos estalos no ouvido que tanto gostamos; da brincadeira dos dentes transparentes; no encontro aqui no centro depois do meu expediente; da confusão na Bruder; nos planos pra viagem ao Rio; das suas declarações e na saudade que eu já sinto da gente.
Fico lembrando também da Feira da Paz em que fomos ano passado e que passamos a mesma data juntos esse ano, numa sintonia completamente diferente e das nossas comparações em tudo.

Você foi sim um amor de férias e os nossos planos se adiantaram por dois anos e meio. Sorrio só de lembrar da gente, de ver nossas milhares de fotos e de como o tempo tem passado rápido pra nós dois.

Obrigada por ter me dito tudo aquilo em que disse há três meses e nesses últimos dias, por ter me esperado e por acreditar que temos tanto tempo juntos. Obrigada por me deixar mostrar que eu posso ser boa pra você e obrigada por ser tão bom pra mim! A minha felicidade estava bem ao meu lado, só eu não via. Você é incrível.

E o amanhã? Deixe estar...

Registra esse dia: 24/07/13

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Me diz...

... como mesmo no meio de tanta confusão, no meio de tanta obrigação, prazos no trabalho, TPM, vida (...), sempre consigo achar um espacinho de tempo - que por sinal, não existe - pra pensar nele?
Aiai... é loucura, mas acho que estou apaixonada.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

360º

Todos os dias abro a página de edição do blog e não consigo escrever absolutamente nada. Nem um rascunho é salvo.
Estou um pouco perdida, há uma mistura na cabeça e no coração. Minha vida deu uma volta de 360º e insiste em continuar rodando.
Como agora, acabo de voltar do almoço e sou pega com uma surpresa muito boa. Não sei o que fazer com a informação ainda.

Tenho usado do meu tempo pra cuidar de mim. Ontem foi a primeira sessão de depilação definitiva, finalmente nunca mais pêlos na vida; o molde pro clareamento já é semana que vem; a tatuagem está sendo terminada no papel; o guarda roupa está sendo mudado; menos 10 quilos; tô felizona com o trabalho e com os novos colegas; o carro dos meus pais tem sido meu ultimamente; a viagem pro mês de junho e julho já estão confirmadas e os preparativos estão indo de vento em poupa...

Ontem me peguei olhando no espelho e vi uma mulher. Comecei a chorar de medo, de felicidade e lembrei da reunião com os três chefes e todos eles me querendo na Administração Fazendária. "Queremos te treinar pra ser uma fiscal, a melhor funcionária da AF" to lembrando do sotaque carioca. Não consigo descrever a minha felicidade ao ouvir isso deles. Todos mal me conhecem mas me elogiam todos os dias e querem me levar pra perto deles. Me sinto importante quando estou aqui.
A minha sala passou a ser mais frequentada, todos os dias as mesmas pessoas passam por aqui perguntando como estou e o que fiz no dia anterior, fazendo suas implicâncias, colocando apelidos, virei a consultora de moda das meninas aqui da Delegacia Fiscal. Meu Deus!! Como pode tanta gente me amar assim? kkkkkkkkkkkkkkk
A hora do almoço é sempre a mais esperada.

Eu que sempre corri do direito estou aqui agora, lendo uma apostila de 196 páginas, e é exatamente o que eu quero, com o que eu quero trabalhar. É poder exercer a função de fiscal quando formar e receber lá os meus 30 mil. HAHAHAHAHA
E quem disse que crescer seria fácil?

Hoje me perguntaram como está o coração, e "tranquilo" é sempre a resposta.
Todos os dias ainda na hora do almoço paro pra conversar um pouquinho com Deus e agradecer por tudo que tem acontecido comigo e aproveitar também pra questioná-lo sobre outras coisas, sobre as perdas e ganhos.
Não tenho medo, mas estou ansiosa com o futuro. Só espero não magoar ninguém, todos sabem o quanto eu odeio isso. Volto a ficar confusa de novo, o orgulho está começando a tomar conta de mim, mas isso é assunto pra outro post, em breve...

segunda-feira, 20 de maio de 2013

E se?

E se...
E se...
E se...
E se...
E se...
E se...
E se...
E se...
E se...
E se...
E se...
E se...
E se...
E se...
E se...
E se...
E se...
E se...

segunda-feira, 13 de maio de 2013



São 13h e meu horário de almoço acabou aqui na Receita, como não tenho mais serviço pra hoje estou aproveitando meu tempo pra ver coisas aleatórias na internet, conversar com os colegas de trabalho e terminar de combinar a tão esperada viagem com os amigos.
To aqui tranquila, postura incorreta, fônes supersônicos que roubo do Klaus no seu horário de almoço, caneca de café, rabo de cavalo e blusa de frio listrada. Pra que melhor?

Não tô afim de me aprofundar muito hoje. Então, vim só registrar esse momento gostoso da minha rotina, momento leve, assim como as conversas gostosas na hora do intervalo na faculdade, as discussões sobre casos amorosos e a parada pros vários cafezinhos na copa.

Boa tarde!

sábado, 11 de maio de 2013

Não estou pronta...

(Rascunho do dia 3 de maio)

Minha barriga dói. Eu tenho vontade de vomitar. Eu não consigo comer de tanto medo que eu estou sentindo. Eu quase desmaiei agora de manhã, porque pra piorar está calor. Não lido bem com calor. Não lido bem com nada que não seja eu em minha bolha arejada de imaginações. A hora que ele aparecer na porta da faculdade, com sua cara indecifrável, com sua voz mansa, eu vou ter vontade de pedir que ele volte de onde veio e espere mais cem anos. Porque não deu tempo de voltar a amá-lo.

Escrevo isso e choro. Porque quero tanto e não quero tanto. Porque se acabar morro. Porque se não acabar morro. Porque sempre levo um susto quando te vejo e me pergunto como é que fiquei todo esse tempo sem você. Porque você me entedia e dai eu desvio o rosto um segundo e já não aguento de saudade. E descubro que não é tédio mas sim cansaço porque amar é uma maratona no sol e sem água. E ainda assim, é a única sombra e água fresca que existe. Mas e se no primeiro passo eu me quebrar inteira? E se eu forçar e acabar pra sempre sem conseguir andar de novo? Eu tenho medo que você seja um caminhão de luz que me esmague e me cegue na frente de todo mundo.

Eu tenho medo de você melhorar minha vida de um jeito que eu nunca mais possa me ajeitar, confortável, em minhas reclamações. Eu tenho medo de deixar de ser filha, de deixar de ser amiga, de deixar de ser menina, de deixar de ser estranha, de deixar de ser sozinha, de deixar de ser triste, de deixar de ser cínica. Eu tenho muito medo de deixar de ser.

Você vai chegar e automaticamente minha agenda de milhares de regras e horários e controles vai desaparecer. E eu vou ficar apavorada porque só o que eu tenho é o contorno mentiroso que eu dou para você. E você, porque me abraça e me dá outro desenho, é o vilão da minha vida programada. Você é o tufão de oxigênio que invade meu nariz mas, porque estou com tanto medo, mais parece falta de ar. Agora é menos de menos de uma hora. Preciso terminar esse texto. Mas eu tenho medo, sobretudo, de terminar esse texto. Sobre o que eu vou escrever se você for melhor do que esperar por você?

Como é que se ama com um corpo de vinte e poucos anos se por dentro eu tenho cinco anos e estou tremendo, apavorada, pressentindo o estrago que as coisas de verdade podem causar? Por que eu chamo de estrago quando sei que, na verdade, estrago é o que as coisas que não são de verdade causam. Eu tenho tamanho pra suportar o tamanho das coisas de verdade? O amor chega em uma hora e eu ainda não consegui comer, escolher a roupa, arrumar minha franja, decidir se já posso voltar a amar.

Tati B. (adaptado)