Só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado comigo: um dia encontro.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Meio ano.
Ai que saudade... acho que esse é o sentimento mais forte no momento. Saudade.
Ta na hora de ir pra faculdade (pra variar), e eu deveria estar tomando banho (pra variar), e aqui estou eu, escrevendo, só porque o medo não me deixa sair daqui (pra variar também).
Que medo do tempo apagar os pequenos e melhores gestos que tornam essa história tão única.
Mas a questão que fica é esse "E se..."
E se eu tivesse ficado em casa e deixado a vergonha tomar conta de mim pelo fato da mãe dele precisar levar a gente ao cinema? Se eu nunca tivesse aceitado almoçar com ele? Se eu não trabalhasse na auto-escola? Se eu nunca tivesse dado a oportunidade dele se aproximar de mim? Se eu tivesse desistido de ir ver um filme na casa dele, ou melhor, se tivesse desistido de ir à quintaneja?
Pois é, foi perfeito.
Lá estava aquele moreno, alto, mais gato do que eu poderia descrever aqui, na minha frente. Eu prendendo a respiração pra não dar bandeira, olhando a comida, contando de 1 até 1000 em algarismos romanos, quase deixando o talher cair da minha mão. Comemos (em 15min) e fomos embora.
Foi só isso, saí de lá do carro nervosa, e cabô. Tinha vontade de que ele voltasse todos os dias pra vê-lo assim, só de zuêra, mas cadê que eu imaginaria que, no dia seguinte, ia receber a seguinte mensagem: "Boa tarde lindinha, almoça comigo de novo?".
Daí já estava nervosa sem acreditar que era isso mesmo. Daí já estava organizando as coisas e pensando numa boa maneira de responder que "sim" sem parecer que seria tão óbvia a resposta. Daí já estava colada no celular, em todos os lugares que ia.
O que posso dizer é que, é amor! Não foi amor a primeira vista, mas virou amor.
Não sabia que na vida real, pessoas tivessem o primeiro encontro na hora do almoço, que andassem pelo shopping atoa e daí surgisse o primeiro beijo.
Não sabia que alguém poderia, de primeira, encostar o nariz assim no rosto de uma estranha, e dar aquela pausa que a gente só dá quando já esperou mil anos pra ficar com a pessoa.
Eu, cara, que vivi a vida de mal com a balança, que ia aos rocks beber com as amigas, agora estou aqui podendo escrever sobre alguns dos muitos momentos felizes que eu tenho ao lado dele, sempre coberta de elogios e muito carinho.
Apareceu um principezinho e me deu seis meses de muitas histórias pra contar. Completou todas as datas importantes nesse intervalo de tempo, que por si só já eram especiais.
São inúmeras lembranças e sensações que trago (não me arrependo jamais de ter deixado ele roubar o número do meu celular. hehe).
E eu queria poder escrever aqui cada coisinha. Mas a gente nunca conta como de fato foi, é impossível, correndo esse risco prefiro deixar inteiro na minha memória, mesmo que, por vezes, até minha memória minta pra mim.
Mas enfim, essa distância que sempre nos é imposta jamais será capaz de diminuir ou apagar o que eu sinto por você. Feliz (muito) meio ano pra gente! Te quero ao meu lado por mais incontáveis meses!! Sou completamente apaixonada por você. Te amo!!
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