Quando falta inspiração pra escrever é um bom sinal (ou não), pouco pensamento e sofrimento. Só consigo lembrar de quarta, foi bom demais, me vem uns flashs daquelas músicas, da gente rindo, falando besteira deitados na cama, errando as palavras e curtindo como a gente faz sempre nos nossos encontros.
Comecei a pensar nas coisas positivas, que são muitas, parei na frente do espelho, olhei bem pra mim, e comecei a dar risada. Me ver e pensar em tudo que eu sou me fez sentir alegria. Trabalhei a tarde toda naquela quarta, voltei pra casa num pulo e depois fui me divertir. Senti orgulho, e desses pequenos momentos comecei a buscar um pouco de auto estima. E eu sei que dizer isso aqui é muito idiota, e pode parecer besta, mas é muito importante pra mim, então...
Sei que sou emocional demais, que me apego rápido demais quando eu quero, me dôo demais, e que sempre vou ser aquela pessoa apaixonada (mesmo não parecendo ser assim pra quem não me conhece). Se não por uma pessoa, mas por uma lembrança, por uma música ou um hábito.
Se for pra ficar triste, eu vou chorar em público, escrever e estampar bem grande em qualquer lugar pra que qualquer pessoa possa ler e me enxergar tão profundamente, que vai ter a sensação de me conhecer a anos. Assim como se ficar feliz, vou chorar também, de alegria. De muita alegria. Vou ficar olhando o teto sorrindo sozinha e pedindo pra Deus que essa alegria não se vire contra mim no futuro.
Há um bom tempo atrás escrevi que "um amor meu vai ser sempre o último e o maior, o término vai ser sempre o fim do mundo." Meu Deus, como eu estava enganada. Amor por outro homem acontece apenas uma vez na vida, o máximo que faremos depois é nos apaixonar perdidamente, nada mais do que isso. E eu já amei uma vez, amei muito, e tenho a impressão de que vou amá-lo sempre, mesmo com todas as incertezas que a vida me da e as peças que o destino me prega. Ah o destino...
Minha vida é um filme, sempre foi e sempre vai ser, porque eu vejo uma beleza sobrenatural em tudo, até mesmo nesses momentos do Whatssap, que recebo uma mensagem inesperada, olho pra cima e digo "Tá de sacanagem outra vez comigo, né meu Deus?".
Essa semana não foi diferente! Estou tentando absorver tudo o que tem acontecido, as aproximações, as reaproximações, que lógica tem nisso tudo?
Voltando a falar de quarta... quero guardar pro resto da vida aquelas quatro horas incríveis do final dos meus 22 anos!
E falando em 22 anos, domingo foi meu aniversário (como eu me senti amada), e lembrar que foi um ano de experiências novas, trabalho novo, incertezas, medo e bem no final, eu acho que me apaixonei depois de mais de 1 ano e meio - como estou fodida por isso.
Estou com medo, não sei como agir (quando eu fico assim só faço merda) então é melhor eu ficar quietinha na minha, sem mandar mensagem, sem aparecer de qualquer jeito, evito decepções; decepções essas que eu estou correndo.
Vou deitar, descansar, relaxar, que amanhã o dia começa cedo. Tenho certeza que agora to construindo minha vida em solo firme, clichê ou não, essa é minha vida mudando de rumo e pra melhor. Por hoje ta tudo bem, amanhã não sei, na verdade, daqui a 10 minutos não sei se ainda vai estar assim, se estiver, ótimo, se não, paciência, vai ficar. Sempre fica.
Só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado comigo: um dia encontro.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
QUATRO MESES depois...
...e uma surpresa! Você ali parado na minha frente, me olhando nos olhos, fazendo com que eu não conseguisse me mexer.
Perdi alguns sentidos por poucos segundos, não existia mais ninguém ao lado, havia um silêncio enorme, só conseguia sentir e ouvir meu coração bater rapidamente (não sabia que ele poderia bater tão rápido e intenso assim). Sério que era você? Como não reconhecer aqueles olhos, com aquele mesmo jeito de me olhar, mas agora com um jeitinho receioso? O que fazer? Dar um passo e te abraçar? Dizer "oi"? Ou apenas sair como se não tivesse te visto?
Dei um passo...
O mesmo cheiro, vestido com aquela camisa xadrez azul de manga longa que realça ainda mais seus olhos. Bonito como sempre. Minto. Você está ainda mais bonito.
Senti um aperto no coração. Ganhei um abraço. "Você sumiu."
Perdi o encanto. EU SUMI??? Eu estava aqui o tempo todo. Era tão mais fácil dizer outras duas palavras...
Saí. Te deixei falando sozinho. Não conseguia mais estar ao seu lado. Fiquei enjoada!
Meu celular toca, era o RG...
Senti um apertozinho no coração. Seria um sinal, não é mesmo?
DOIS MESES antes...
Festa da Beco, todos os sábados seguintes até o dia de hoje nos vendo. Sem cobranças, tudo surreal.. Medo do ano acabar e com ele levar isso embora.
Enfim, é a saudade que já fica desses últimos dois meses do ano.
ps:. Só pra registro.
Perdi alguns sentidos por poucos segundos, não existia mais ninguém ao lado, havia um silêncio enorme, só conseguia sentir e ouvir meu coração bater rapidamente (não sabia que ele poderia bater tão rápido e intenso assim). Sério que era você? Como não reconhecer aqueles olhos, com aquele mesmo jeito de me olhar, mas agora com um jeitinho receioso? O que fazer? Dar um passo e te abraçar? Dizer "oi"? Ou apenas sair como se não tivesse te visto?
Dei um passo...
O mesmo cheiro, vestido com aquela camisa xadrez azul de manga longa que realça ainda mais seus olhos. Bonito como sempre. Minto. Você está ainda mais bonito.
Senti um aperto no coração. Ganhei um abraço. "Você sumiu."
Perdi o encanto. EU SUMI??? Eu estava aqui o tempo todo. Era tão mais fácil dizer outras duas palavras...
Saí. Te deixei falando sozinho. Não conseguia mais estar ao seu lado. Fiquei enjoada!
Meu celular toca, era o RG...
Senti um apertozinho no coração. Seria um sinal, não é mesmo?
DOIS MESES antes...
Festa da Beco, todos os sábados seguintes até o dia de hoje nos vendo. Sem cobranças, tudo surreal.. Medo do ano acabar e com ele levar isso embora.
Enfim, é a saudade que já fica desses últimos dois meses do ano.
ps:. Só pra registro.
sábado, 13 de setembro de 2014
(H)
Nunca imaginei que seria tão doloroso abrir o instagram e não ver se quer um rastro meu, alguma coisa que
mostrasse pelo menos pra mim de que algo de maravilhoso existiu em todo esse tempo (tudo bem que tudo ainda existe no facebook, está ali pra qualquer pessoa que queira ver, mas é apenas questão de tempo).
Nunca nenhum término de namoro doeu tanto como esse está doendo agora. É definitivamente o fim de tudo, não é?
É a minha vez de começar a apagar os rastros. Sei que pode parecer bobagem pra alguém, mas não é pra mim. Choro a cada foto apagada. Me afogo em lágrimas e choro compulsivamente em cada uma delas.
Nenhuma mensagem, nenhuma ligação, e já vai fazer um mês. Como me acostumar? Foram 5 anos. CINCO ANOS!! Não de namoro, mas sempre existiu o que existe aqui dentro hoje. Não canso de repetir que dói, dói muito.
mostrasse pelo menos pra mim de que algo de maravilhoso existiu em todo esse tempo (tudo bem que tudo ainda existe no facebook, está ali pra qualquer pessoa que queira ver, mas é apenas questão de tempo).
Nunca nenhum término de namoro doeu tanto como esse está doendo agora. É definitivamente o fim de tudo, não é?
É a minha vez de começar a apagar os rastros. Sei que pode parecer bobagem pra alguém, mas não é pra mim. Choro a cada foto apagada. Me afogo em lágrimas e choro compulsivamente em cada uma delas.
Nenhuma mensagem, nenhuma ligação, e já vai fazer um mês. Como me acostumar? Foram 5 anos. CINCO ANOS!! Não de namoro, mas sempre existiu o que existe aqui dentro hoje. Não canso de repetir que dói, dói muito.
Ele não pensa mais em você (não como antes), põe isso na cabeça. Já se passaram 4 semanas, não existe mais nada, não existe contato. Esquece, para de procurar coisas onde não tem. Desencana.
Amanhã isso passa. Sempre passa!
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Nublado
Fechei a cortina, a porta e desliguei a caixinha de som do computador, tudo só pra ouvir esse barulhinho de vento batendo nas árvores aqui fora de casa. O clima virou do nada e eu estou sozinha em casa, e isso me inspira mais do que qualquer música.
Tava olhando a rua na volta pra casa, e passei em frente a casa dele. Apenas a luz do quarto dele ligada e só o carro dele na garagem. E com certeza lá estava ele. Fui lá o que, 3 vezes só? Mas sei que era ele, ou talvez eu queira que fosse, né? Seria um indício que talvez a vida faça algum sentido. Que as coisas se ligam de alguma forma. Talvez acreditar que era ele quem estava ali me faça achar que todo o desprezo, toda a indiferença, seja meeesmo orgulho.
Essa sou eu escrevendo sobre esse ele que se não fosse "ele" seria uma piada. Quem é esse cara? Pelamor... E é verdade, eu to aumentando um casinho besta à se parecer com o mínimo que se espera de um tipo de relação, mesmo que sem compromisso.
Mas que seja... o que mexe mesmo é o fato de que os dias foram passando e levando pra longe, e inevitavelmente, pra cada vez mais perto. Setembro. Vamos ver no que dá. 1 Mês, um mês...
1 mês já se passou. Muitas coisas na cabeça ao mesmo tempo, muita coisa pra fazer também. Fica pra outro dia (...)
Boa tarde.
Tava olhando a rua na volta pra casa, e passei em frente a casa dele. Apenas a luz do quarto dele ligada e só o carro dele na garagem. E com certeza lá estava ele. Fui lá o que, 3 vezes só? Mas sei que era ele, ou talvez eu queira que fosse, né? Seria um indício que talvez a vida faça algum sentido. Que as coisas se ligam de alguma forma. Talvez acreditar que era ele quem estava ali me faça achar que todo o desprezo, toda a indiferença, seja meeesmo orgulho.
Essa sou eu escrevendo sobre esse ele que se não fosse "ele" seria uma piada. Quem é esse cara? Pelamor... E é verdade, eu to aumentando um casinho besta à se parecer com o mínimo que se espera de um tipo de relação, mesmo que sem compromisso.
Mas que seja... o que mexe mesmo é o fato de que os dias foram passando e levando pra longe, e inevitavelmente, pra cada vez mais perto. Setembro. Vamos ver no que dá. 1 Mês, um mês...
1 mês já se passou. Muitas coisas na cabeça ao mesmo tempo, muita coisa pra fazer também. Fica pra outro dia (...)
Boa tarde.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
1/Setembro
Depois de guardar bem fundo no coração acho que chegou a hora de escrever um pouco sobre as dores. Como já falei tantas outras vezes, esse tempo livre me estimula a fazer o que eu faço de melhor: me sabotar. Estou aqui ouvindo Mari Gadú e me lembrando de tanta coisa e me perguntando: Quando sei que realmente é o fim de tudo?
Depois daquele final de semana da Festa no Paraíso que o telefone não tocou, eu sabia que era o fim, ou melhor, quando o abracei no final da festa do meu aniversário pra me despedir. No fundo eu já sabia que as coisas dali pra frente seriam diferentes, era o fim, não era?
Aí me pego lembrando das coisas que aconteceram no Festeja, foi apenas vê-lo vindo em minha direção que tudo voltou há exatos um ano atrás, éramos nós dois de novo, não ouve palavras, apenas nos beijamos. Quanta saudade!! Havia se passado um mês desde aquele abraço dolorido...
Aproveitei a data pra mexer na ferida, voltar no primeiro post que fiz com a foto dele aqui no blog. Eu estava realmente me apaixonando por aquele que eu já era apaixonada desde o dia em que o conheci, só eu não sabia (acho que já disse isso milhões de vezes). Mas hoje ta doendo tanto que eu tive que vir escrever.
Aquela vontade de mexer com ele no whatsapp e dizer "Ei bonito, eu tô aqui, não se esqueça...".
Hoje é meu dia de me torturar com lembranças, é dia de querer voltar no tempo e dar um tapa na minha própria cara, é o dia de colocar aquelas músicas que me fazem afundar no travesseiro. Hoje é dia de... de não mudar de assunto.
Hoje é um dia que eu queria apagar, e nem deveria. Talvez se fosse tão desprendida como as minhas amigas acham que eu sou ou como eu queria ser, isso seria besteira, mas não sou. Então...
Amanhã o Sol nasce de novo, mas, por hora, só apaga a luz e fecha a porta.
Depois daquele final de semana da Festa no Paraíso que o telefone não tocou, eu sabia que era o fim, ou melhor, quando o abracei no final da festa do meu aniversário pra me despedir. No fundo eu já sabia que as coisas dali pra frente seriam diferentes, era o fim, não era?
Aí me pego lembrando das coisas que aconteceram no Festeja, foi apenas vê-lo vindo em minha direção que tudo voltou há exatos um ano atrás, éramos nós dois de novo, não ouve palavras, apenas nos beijamos. Quanta saudade!! Havia se passado um mês desde aquele abraço dolorido...
Aproveitei a data pra mexer na ferida, voltar no primeiro post que fiz com a foto dele aqui no blog. Eu estava realmente me apaixonando por aquele que eu já era apaixonada desde o dia em que o conheci, só eu não sabia (acho que já disse isso milhões de vezes). Mas hoje ta doendo tanto que eu tive que vir escrever.
Aquela vontade de mexer com ele no whatsapp e dizer "Ei bonito, eu tô aqui, não se esqueça...".
Hoje é meu dia de me torturar com lembranças, é dia de querer voltar no tempo e dar um tapa na minha própria cara, é o dia de colocar aquelas músicas que me fazem afundar no travesseiro. Hoje é dia de... de não mudar de assunto.
Hoje é um dia que eu queria apagar, e nem deveria. Talvez se fosse tão desprendida como as minhas amigas acham que eu sou ou como eu queria ser, isso seria besteira, mas não sou. Então...
Amanhã o Sol nasce de novo, mas, por hora, só apaga a luz e fecha a porta.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Repetição
Chorei um bocado agorinha, e desabafei. Desabafei do jeito que eu achei que não precisava fazer, diferente da minha vontade de ficar remoendo as coisas por dentro deixando elas pesarem, e me incomodarem mais e mais a cada momento.
Os fatos continuam em ponto morto e eu não consigo ficar assim, não consigo esperar, não consigo não achar tudo um saco. Não vou parar de me perguntar porque todos se movimentam ao meu redor e eu continuo parada, observando. Não vou parar de olhar no espelho e perguntar o que tem de errado, pra tudo dar tão errado, ou pior, simplesmente não dar... em nada.
Será que é pedir muito encontrar o que eu quero? Será que eu vou ter que me habituar a qualquer possibilidade mediana, medíocre, não atrativa pra mim?
Não aguento a solidão.
Eu quero, eu sonho e, inevitavelmente, eu sinto a frustração me sufocar a cada dia que acordo esperando ser surpreendida pelo destino ou algo do tipo, e vou dormir com a mesma rotina de ontem, e anteontem, e anteanteontem...
Os fatos continuam em ponto morto e eu não consigo ficar assim, não consigo esperar, não consigo não achar tudo um saco. Não vou parar de me perguntar porque todos se movimentam ao meu redor e eu continuo parada, observando. Não vou parar de olhar no espelho e perguntar o que tem de errado, pra tudo dar tão errado, ou pior, simplesmente não dar... em nada.
Será que é pedir muito encontrar o que eu quero? Será que eu vou ter que me habituar a qualquer possibilidade mediana, medíocre, não atrativa pra mim?
Não aguento a solidão.
Eu quero, eu sonho e, inevitavelmente, eu sinto a frustração me sufocar a cada dia que acordo esperando ser surpreendida pelo destino ou algo do tipo, e vou dormir com a mesma rotina de ontem, e anteontem, e anteanteontem...
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Destino
"Juntos em mais um aniversário seu!!"
Me pego sorrindo - e cheia de saudade - ao lembrar daquela noite...
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