Essa coisa de fotolog ou blog é sempre muito engraçada. Hoje é um típico dia no qual eu tirei pra poder voltar nos arquivos e poder rir e lembrar de muita coisa. Nostálgico, eu sei.
O mais engraçado disso tudo é poder ver o quanto eu mudei, não digo só fisicamente, mas no jeito de pensar e agir.
Mudei muito depois que terminei o terceiro ano e entrei na faculdade. Essa convivência de todos os dias com mais homens do que mulheres (por estudar numa faculdade de engenharia) me faz ser menos tímida e a ser muito mais sociável.
É sempre muito boa as idas aos bares pra tomar a cervejinha de toda semana, os rocks na casa dos amigos de última hora pra poder ter uma boa desculpa de matar uma aula "não muito importante", as idas ao Bom Retiro no intervalo pra lanchar que sempre acabam em uma cerveja e que rende até o final da aula, os minutos de ida ao banheiro que estendem em uma boa conversa com algum colega de outra turma ou curso nos corredores das modulares. Passei a ter mais paciência com todo tipo de pessoa, seja homem ou mulher, novo ou velho. Tenho muito mais histórias pra contar por causa dos porres, das vergonhas, das saídas, das caronas, dos aniversários, dos shows, das fofocas, dos trabalhos...
Mas aí, bem do nada, ele apareceu. O tal cara que me olha com um jeito diferente.
O cara que me acha mais bonita de óculos, ri de todas as coisas retardadas que eu digo, curte minhas fotos embaçadas, que me vê sem maquiagem, que do nada para e fica me olhando fixamente e que implica com as minhas lerdezas às vezes.
Chegou pra mim todo prestativo, todo disponível , dizendo que só quer ficar comigo.
"Bom dia, minha linda!"
Nesses últimos sete meses, é assim que meu dia começa.
Com um bom dia dele.
É pra ele que eu conto as banalidades do meu dia e ouço as suas. É por ele que o celular se tornou um novo membro do meu corpo. Espero a hora do dia em que vou ouvir sua voz, e essa hora sempre chega. Que delícia! Tô naquela fase boa de poder entrar na internet e me deparar com um texto ou um e-mail lindo, que me faça chorar de felicidade as 8h da manhã; ou apenas uma mensagem via inbox com alguma coisinha engraçada ou que me faça ter mais vontade dele.
Mas existe mesmo essa coisa de não se dedicar demais? De não se jogar demais? Isso não serve pra mim. Me dedico e me jogo sem medo. Algum tipo de defesa idiota me fazia querer desconfiar de tudo no início. O tal "se for pra ser..." é meu clichê favorito. Mas depois de tantos meses ao lado dele não da pra dizer o tal "ser for pra ser...". Já é! Está sendo. Lindo como tem que ser. Com seus altos e baixos de todo relacionamento saudável.
E o brilho dos meus olhos só aumentam. Não me importo em ficar quebrada, guardo todos os meus centavos, só esperando gastá-los com mais boas histórias. Viver é tão bom, e estou gostando de viver, de sonhar... não sei se há algum nexo nas minhas palavras. Há?
Mas aí eu paro e penso que a faculdade havia me mudado bastante, mas depois que ele apareceu na minha vida e que entrou pra completar a felicidade que me faltava, eu vejo que sou uma pessoa muito melhor agora. Sou muito mais feliz e quero crescer muito mais ao lado dele.
As lições ficam, eu sei. A história boa, fica. Fica mesmo! E todos os dias carrego comigo a mesma sede de mais, de mais você...
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