sábado, 23 de março de 2013

Parágrafo de sábado

Confesso que a vergonha e a timidez tomaram conta de mim por cinco minutos antes de sair de casa. Não sabia como ia ser ir a casa dele sem ele estar lá comigo. Olhei no espelho, respirei fundo e pensei: "Deixa de ser boba, Priscylla. É a mesma casa que você frequenta há meses." Calcei os sapatos, peguei as chaves do carro e fui. Conheço o caminho de olhos fechados, bati o interfone e entrei. O Vitor me atendeu com aquela mesma educação de sempre; a mãe dele veio sorrindo do quarto até chegar perto de mim; a irmãzinha mais nova veio correndo me abraçar gritando "Priiiiiiii". Que sensação gostosa. O Gabriel como sempre uma graça, sempre soltando uma pérola pra tentar me deixar sem graça; o pai sempre muito tímido. De diferente só a ausência dele mesmo. Como de costume, me senti bem. A hora como sempre passou muito rápido. Vimos filme, tomamos sorvete, comemos e a Gabi tocou piano pra mim. Pela primeira vez sentei pra poder conversar com a mãe dele por um longo tempo. Nossos pais se conheceram. Foi engraçado. A Gabi ficava brincando com a minha cachorrinha. Voltei pra casa e aqui estou esperando que ele me ligue perguntando como foi a ida a casa dele, mas, acho que não vou aguentar esperar, o sono me pegou. Boa noite!



terça-feira, 19 de março de 2013

Dream, live...

Essa coisa de fotolog ou blog é sempre muito engraçada. Hoje é um típico dia no qual eu tirei pra poder voltar nos arquivos e poder rir e lembrar de muita coisa. Nostálgico, eu sei.
O mais engraçado disso tudo é poder ver o quanto eu mudei, não digo só fisicamente, mas no jeito de pensar e agir.
Mudei muito depois que terminei o terceiro ano e entrei na faculdade. Essa convivência de todos os dias com mais homens do que mulheres (por estudar numa faculdade de engenharia) me faz ser menos tímida e a ser muito mais sociável.

É sempre muito boa as idas aos bares pra tomar a cervejinha de toda semana, os rocks na casa dos amigos de última hora pra poder ter uma boa desculpa de matar uma aula "não muito importante", as idas ao Bom Retiro no intervalo pra lanchar que sempre acabam em uma cerveja e que rende até o final da aula, os minutos de ida ao banheiro que estendem em uma boa conversa com algum colega de outra turma ou curso nos corredores das modulares. Passei a ter mais paciência com todo tipo de pessoa, seja homem ou mulher, novo ou velho. Tenho muito mais histórias pra contar por causa dos porres, das vergonhas, das saídas, das caronas, dos aniversários, dos shows, das fofocas, dos trabalhos...

Mas aí, bem do nada, ele apareceu. O tal cara que me olha com um jeito diferente.
O cara que me acha mais bonita de óculos, ri de todas as coisas retardadas que eu digo, curte minhas fotos embaçadas, que me vê sem maquiagem, que do nada para e fica me olhando fixamente e que implica com as minhas lerdezas às vezes.
Chegou pra mim todo prestativo, todo disponível , dizendo que só quer ficar comigo.

"Bom dia, minha linda!"
Nesses últimos sete meses, é assim que meu dia começa.
Com um bom dia dele.
É pra ele que eu conto as banalidades do meu dia e ouço as suas. É por ele que o celular se tornou um novo membro do meu corpo. Espero a hora do dia em que vou ouvir sua voz, e essa hora sempre chega. Que delícia! Tô naquela fase boa de poder entrar na internet e me deparar com um texto ou um e-mail lindo, que me faça chorar de felicidade as 8h da manhã; ou apenas uma mensagem via inbox com alguma coisinha engraçada ou que me faça ter mais vontade dele.

Mas existe mesmo essa coisa de não se dedicar demais? De não se jogar demais? Isso não serve pra mim. Me dedico e me jogo sem medo. Algum tipo de defesa idiota me fazia querer desconfiar de tudo no início. O tal "se for pra ser..." é meu clichê favorito. Mas depois de tantos meses ao lado dele não da pra dizer o tal "ser for pra ser...". Já é! Está sendo. Lindo como tem que ser. Com seus altos e baixos de todo relacionamento saudável.
E o brilho dos meus olhos só aumentam. Não me importo em ficar quebrada, guardo todos os meus centavos, só esperando gastá-los com mais boas histórias. Viver é tão bom, e estou gostando de viver, de sonhar... não sei se há algum nexo nas minhas palavras. Há?

Mas aí eu paro e penso que a faculdade havia me mudado bastante, mas depois que ele apareceu na minha vida e que entrou pra completar a felicidade que me faltava, eu vejo que sou uma pessoa muito melhor agora. Sou muito mais feliz e quero crescer muito mais ao lado dele.
As lições ficam, eu sei. A história boa, fica. Fica mesmo! E todos os dias carrego comigo a mesma sede de mais, de mais você...

Percepção

Festa, ciúmes, namoro e distância. Quatro coisas que jamais vão combinar juntas.

Sinto a necessidade em dizer o quanto ser tratada com indiferença por alguém que você gosta dói tanto.
Percebi a diferença em você ao te ligar no sábado cedinho, tive a necessidade de te contar como eu estava, o que havia acontecido na saída do dia anterior e o quanto eu estava feliz por tanta gente dizer que estava com saudades, por ter encontrado tanta gente que eu não via a algum tempo, pra poder dizer que as pessoas perguntavam por você, como a gente estava e eu podendo dizer - com um sorriso no rosto -: "estamos muito bem". Senti a necessidade de compartilhar a minha felicidade com você.

Precisava também te dizer o quanto eu estava com saudades e o quanto te queria ali comigo, mas aí, você me vem com uma notícia que me dá um belo banho de água fria. Não ache ruim por eu ficar incomodada com alguma coisa, eu tenho esse direito, assim como você também tem. Se eu não me importasse era pra você achar estranho e ruim, não? Aí sim teria algo de errado. Depois disso não nos falamos mais, e só nos falamos porque eu te procurei. A noite, no rock da república eu encontrei com a Bárbara, e ela me vem com a primeira pergunta: "E você e o Igor?". Apenas respondi chorando: "eu não sei". Eu não sabia o que eu havia feito pra ser tratada com tamanha frieza. Eu que sempre evito fazer aquilo que você não vá gostar. Eu não consigo adivinhar o que você pensa, preciso que você me diga quando não gosta de alguma coisa. Não vou ficar repetindo essa história, até porque já passou. Mas eu só precisava te mostrar o quanto eu me senti mal.

E falando da nossa conversa ontem a noite. Não fiquei surpresa com a sua reação ao ouvir de mim que não gostaria que você fosse a rave. Repito novamente que é um direito meu de não querer que o meu namorado vá a esse lugar sozinho, apenas com os amigos.

No último show em que fomos eu disse pra você que estava afim de ir nesse tipo de rock contigo. Mas esse não é o motivo de não querer que você vá se não der pra eu ir. Pode ser que você queira ir em um ou dois lugares essa semana e eu não vá querer que você vá, assim como você também possa querer que eu não vá a um determinado tipo de lugar sem você.

Percebi nesse final de semana que as coisas não tem tanta graça sem você, a um bom tempo já não tinham, mas agora isso se torna muito mais intenso do que eu poderia prever. Minha mãe comenta comigo as vezes por achar legal e diferente eu não me importar com as suas saídas, eu sempre digo pra ela que eu não tenho o porque de ligar ou incomodar com isso, mas que uma hora ou outra irá aparecer um lugar que eu não vá gostar, e isso com certeza não acontecerá uma só vez. Não quero dizer que vai ficar tudo bem, ficar em casa de cabeça quente e depois a gente acabar brigando por uma coisa que eu ou você poderíamos ter evitado.

É como no circuito do "Comida di Buteco", todos os anos eu participo com a turma da faculdade, a gente olha no calendário dos bares e escolhe os melhores pra ir todos os dias, e esse ano eu não sei como vai ser, mas queria ir ao fechamento em BH, com o show do Skank, no qual eu quero que você vá comigo. Se não der pra você ir, paciência, teremos outra oportunidade. É isso que eu quero que você entenda.
É como você mesmo disse, estamos em um namoro a seis meses, a gente aprende e cresce todos os dias, e é com esse tipo de coisa também que a gente precisa lidar.

Não sei muito bem qual o motivo de te falar isso por aqui, mas é que isso andou me incomodando. É só um meio de esvaziar a minha mente um pouquinho. Tenho aprendido muito com você e sou muito mais feliz a cada dia que se passa. Estou com muita saudade de você. Sinto sua falta todos os dias!
Sem sombra de dúvidas: eu amo você!!






domingo, 10 de março de 2013

Sentimentos múltiplos.

A felicidade e o medo têm tomado conta de mim. Digo felicidade por ter passado um final de semana incrível ao seu lado e consequentemente o medo aparece, aquele medinho bobo que toda pessoa tem quando ama alguém.
Quero poder começar dizendo sobre a sexta, quando te vi dentro do carro esperando por mim no portão da minha casa, quanta saudade eu senti na hora. Minha vontade era de te abraçar pra não largar, pra poder demonstrar pra você o quanto eu senti sua falta. Foram longas três semanas sem você! Adorei o seu jeito de demonstrar carinho no show, o jeito em que me olhava, abraçava e segurava a minha mão. Queria que o tempo parasse ali. Na fugida antes de voltar pra casa, te amei muito!
Me despedi de você feliz, feliz também por saber que iria te ver no outro dia. 

Quando te vi subindo as escadas, quando aquele seu cheiro tão bom veio até mim, você me olhando com um sorriso ali da escada e eu podendo te ver da porta chegando mais perto, ver um filme antigo com você, em poder tomar o café da tarde na sua companhia, roubar um beijo ali na cozinha, andar pelo shopping atoa, fugir a noite novamente. Te amei em cada um desses momentos.

Acordei (muito) cedo pra poder te ver, seu jeito carinhoso em me olhar e abraçar na igreja. Sonhei com você. Pude acordar e te chamar pra almoçar comigo, te esperei com a maior boa vontade que alguém poderia esperar uma pessoa. Ser beijada por você pega de surpresa ao estar lavando as vasilhas. Te ver deitado no chão da sala todo lindo. Ir à sua casa e me sentir extremamente bem e em poder novamente dar uma fugida com você! Te amei muito mais do que eu poderia imaginar.

A despedida não foi muito diferente das outras. Chorei por vergonha, timidez e saudade antecipada. Tenho aprendido muito com você.

Enfim? Te amei em todos os minutos dessas 50 horas com você! Te amo em todos os minutos que estou ou não contigo. Te quero muito mais a cada minuto que se passa. Eu só quero você!
Obrigada pelo final de semana incrível. Vê se volta logo. Vou sempre estar aqui, esperando por você...




quinta-feira, 7 de março de 2013

Meio ano.


Ai que saudade... acho que esse é o sentimento mais forte no momento. Saudade.

Ta na hora de ir pra faculdade (pra variar), e eu deveria estar tomando banho (pra variar), e aqui estou eu, escrevendo, só porque o medo não me deixa sair daqui (pra variar também).
Que medo do tempo apagar os pequenos e melhores gestos que tornam essa história tão única.

Mas a questão que fica é esse "E se..."
E se eu tivesse ficado em casa e deixado a vergonha tomar conta de mim pelo fato da mãe dele precisar levar a gente ao cinema? Se eu nunca tivesse aceitado almoçar com ele? Se eu não trabalhasse na auto-escola? Se eu nunca tivesse dado a oportunidade dele se aproximar de mim? Se eu tivesse desistido de ir ver um filme na casa dele, ou melhor, se tivesse desistido de ir à quintaneja?

Pois é, foi perfeito.

Lá estava aquele moreno, alto, mais gato do que eu poderia descrever aqui, na minha frente. Eu prendendo a respiração pra não dar bandeira, olhando a comida, contando de 1 até 1000 em algarismos romanos, quase deixando o talher cair da minha mão. Comemos (em 15min) e fomos embora.
Foi só isso, saí de lá do carro nervosa, e cabô. Tinha vontade de que ele voltasse todos os dias pra vê-lo assim, só de zuêra, mas cadê que eu imaginaria que, no dia seguinte, ia receber a seguinte mensagem: "Boa tarde lindinha, almoça comigo de novo?".
Daí já estava nervosa sem acreditar que era isso mesmo. Daí já estava organizando as coisas e pensando numa boa maneira de responder que "sim" sem parecer que seria tão óbvia a resposta. Daí já estava colada no celular, em todos os lugares que ia.

O que posso dizer é que, é amor! Não foi amor a primeira vista, mas virou amor.

Não sabia que na vida real, pessoas tivessem o primeiro encontro na hora do almoço, que andassem pelo shopping atoa e daí surgisse o primeiro beijo.
Não sabia que alguém poderia, de primeira, encostar o nariz assim no rosto de uma estranha, e dar aquela pausa que a gente só dá quando já esperou mil anos pra ficar com a pessoa.
Eu, cara, que vivi a vida de mal com a balança, que ia aos rocks beber com as amigas, agora estou aqui podendo escrever sobre alguns dos muitos momentos felizes que eu tenho ao lado dele, sempre coberta de elogios e muito carinho.

Apareceu um principezinho e me deu seis meses de muitas histórias pra contar. Completou todas as datas importantes nesse intervalo de tempo, que por si só já eram especiais.
São inúmeras lembranças e sensações que trago (não me arrependo jamais de ter deixado ele roubar o número do meu celular. hehe).
E eu queria poder escrever aqui cada coisinha. Mas a gente nunca conta como de fato foi, é impossível, correndo esse risco prefiro deixar inteiro na minha memória, mesmo que, por vezes, até minha memória minta pra mim.

Mas enfim, essa distância que sempre nos é imposta jamais será capaz de diminuir ou apagar o que eu sinto por você. Feliz (muito) meio ano pra gente! Te quero ao meu lado por mais incontáveis meses!! Sou completamente apaixonada por você. Te amo!!




sexta-feira, 1 de março de 2013

É das engraçadas que eu gosto mais!

"Cantadas são smp um problema para qlqr pessoa. Elas smp saem assim meio desajeitadas e a gente nunca sabe como o outro vai recebê-la. Eu assumo qe sou péssima para passar cantadas e uma pedra no sapato para aqles que querem me cantar. Sou do tipo bate e volta, ele fala e eu retruco daquele jeito pouco amistoso. Mas eu preciso confessar, existe um tipo de cantada que amolece meu coração e, por incrível que pareça, são justamente aquelas mais idiotas. São cantadas do nível: Seu pai trabalha no Google? Porque encontrei em você tudo que eu procurava. Elas não tem o menor sentido, são tão toscas, tão estranhamente ridículas qe tem o poder sobrenatural de me fazer cair na gargalhada. O fato é que, esse tipo de abordagem consegue ser ao msm tempo idiota e extremamente criativa e isso me agrada de um jeito qe eu não sei explicar. Pode parecer bobo, mas se um garoto tentar me cantar desse jeito e eu abrir aquele sorrisão e depois começar a rir, ponto pra ele! Achou meu ponto fraco, aquela pontinha de coração mole e abriu caminho para o segundo e maior passo da conquista. Melhor que cantada ou qualquer outra coisa: um bom e memorável papo.

Arquivo: Junho/2009"

E três anos depois...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

(re)começo

"Ei, você sabe que eu te amo, né? 
Nunca deixei de amar..."

e

"Feliz meio ano pra gente lindinha!! Só tenho a te agradecer por tudo que você me
proporciona. A felicidade, a paz e a segurança que você me traz. Te amo muito."

Não preciso dizer muito, apenas que eu choro de felicidade todas as vezes em que abro a caixa de entrada do celular e leio essas duas mensagens.
Esses cinco dias com você... Não imaginava nunca que você voltaria da Bahia todo lindo e todo pra mim, de novo. 
"Volta a ser minha?" Meu Deus!! Não sei o quão banana eu consigo ser ao escrever isso, mas lembrar do seu jeito de me olhar e dizendo essas palavras, não consigo descrever o que eu senti na hora.
A ficha só foi cair no outro dia quando você subiu as escadas em minha direção, abriu um sorriso e me deu um beijo. E cada dia que passa eu tenho mais certeza de que é você que eu quero ao meu lado. É você a maior parte da minha felicidade.